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Celulares: O que o futuro nos reserva?

Cada dia que passa a convergência tecnológica é mais e mais observada nos celulares. De dois anos para cá, começaram a aparecer aparelhos que de fato acrescentam multimídia e ferramentas de trabalho às funções usuais dos celulares (voz e mensagens). Veja o célebre iPhone, os modelos série N da Nokia, fortes em multimídia; no campo de aplicações de negócios temos os Blackberries da RIM e os série E da Nokia como expoentes. Correndo por fora, como sempre os coreanos, que seguem com muita competência a concorrência (em termos tecnológicos, pois em vendas estão entre os primeiros).

O mercado de celulares cresce anualmente. Aumentou quase 14% no primeiro trimestre de 2008, sobretudo pelo incremento de demanda dos países emergentes. De fato, no Brasil já há quase quatro vezes mais celulares do que linhas fixas. Hoje a Nokia domina o mercado de celulares (veja gráficos I e II). Samsung já ocupa o segundo lugar, ultrapassando a Motorola (que continua sua decadência) [leia aqui em inglês sobre boato no qual a empresa americana apostará todas as suas fichas num novo modelo]. Os coreanos também estão em 4º. Lugar com a LG. Em quinto está a Sony-Ericsson, que, à exemplo da Motorola, já dominou o mercado.

A Nokia permanece forte nos smartphones, ainda que sua receita seja concentrada nos telefones mais baratos. A RIM ainda não enfrenta concorrência do iPhone nos EUA e ainda cresceu forte no primeiro trimestre de 2008 (gráfico III). Entretanto, o futuro é sombrio para a fabricante do Blackberry (BB), uma vez que a Apple entrará no mercado corporativo ao lançar a versão 2.0 do software para o iPhone, com suporte a push email e sincronização de agenda e contatos – o grande diferencial do sistema do BB até hoje. A RIM tem que se mexer, pois está sanduichada por duas empresas que já entenderam que o consumidor quer convergência e, portanto, deseja aparelhos que o satisfaçam não só no trabalho como no lazer. O consumidor quer levar apenas um aparelho, onde além de se comunicar por voz e texto (SMS, email, chat), fotografa, filma, ouve música,se localiza (GPS) e acessa a internet. É a máxima do Senhor dos Anéis “One ring to rule them all” – One gadget to rule them all.

O cenário que se traça é de extrema competição. Nokia recentemente comprou o restante da Symbian e prepara sua versão “código-aberto” via Symbian Foundation. O Google organiza sua plataforma aberta, Android. A Apple lançou seu seu iPhone OS 2.0 e o SDK (software development kit) dando diretrizes para que sejam desenvolvidos software – não os hackeados que você instala no seu iPhone jailbroken! – e que serão comercializados na sua loja estilo iTunes. A Microsoft permanece atualizando seu Windows Mobile e mantêm parcerias com grandes fabricantes como Samsung, LG e HTC. A RIM trabalha forte licenciando seu software para servidores, incrementando a base de compatibilidade com o Blackberry.

Qual das estratégias será a vencedora: A Nokia manterá a hegemonia, a Apple seguirá na sua curva ascendente e o Google terá sucesso com o Android? Ainda é cedo para previsões, mas como sou abusado, vou fazer umas sobre o mercado dos smartphones. Preferi pensar no embate entre os sistemas operacionais. Symbian (Nokia) x iPhone OS (Apple) x Android (Google) x Windows Mobile (Microsoft) x Blackberry OS (RIM). Em cinco anos, o mercado estará da seguinte maneira (em ordem):

  1. Symbian, ainda que com bem menos market share que hoje – basicamente só a Nokia venderá celulares com Symbian.
  2. Android – se beneficiando da enormidade de aplicativos e celulares compatíveis.
  3. Windows Mobile – pegando carona na integração com a (ainda) grande base de PCs com Windows.
  4. iPhones – mestres em usabilidade, os celulares da Apple sofrerão com política de restrições ao desenvolvimento de novos aplicativos. Só so Mac fanáticos terão, ainda que sua base este em franca expansão em notebooks e desktops.
  5. Blackberry OS – focaram no público corporativo e perderam mercado por não entenderem que seu cliente também demanda aplicativos “de lazer”.

O final de 2008 nos dará subsídios para atualizar as previsões, pois já teremos em campo todos os players. A Apple terá lançado seu novo iPhone 3G, o SDK e a nova versão do seu OS; e os Android estarão no mercado, depois do atraso no lançamento. Volto a falar do assunto em breve.

Fonte dos gráficos: Gartner Group [celulares e smartphones]

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One thought on “Celulares: O que o futuro nos reserva?

  1. Pingback: Gustavo Guida Reis » Blog Archive » A guerra dos Smartphones

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