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O Futuro da Busca

Em 1998 nasceu o Google e um ano depois tirou a supremacia do Altavista sobre o mercado de buscas. Desde então, a ascensão do Google foi meteórica e hoje detém o maior market share mundial de buscas. Leia observação aqui.

O Google não quer correr o risco de ter sua tecnologia ultrapassada por algum entrante. Para tal, atual em duas frentes: i) expande horizontalmente sua gama de serviços e; ii) aprimora seu algoritmo de busca. Essas duas estratégias aumentam sua penetração no mercado (e a “dependência” dos usuários, diga-se de passagem).

Com o caixa cheio (USD 12 bi no primeiro trimestre de 2008) pelo IPO e pelo lucro absurdo de cada exercício (USD 1,8 bi também no primeiro trimestre de 2008) [mais detalhes aqui] , o Google tem condições de adquirir empresas com um apetite sem igual, sem por isso deixar de investir pesado em P&D. Empresas são adquiridas as montes e depois integradas com competência nos seus projetos. Exemplos: Youtube, Picasa, Key Hole (Google Earth), Double Click, etc (veja o tamanho da lista no Wikipedia e comprove).

O algoritmo de busca do Google está sempre sendo melhorado, ainda que detalhes nesse sentido não sejam públicos. Natural, pois estamos falando do principal segredo do negócio do Google. Outro segredo importante é a forma com que escolhe os anúncios (AdWords) a serem mostrados nos resultados de buscas. Especula-se que o Google passará a incorporar o histórico de buscas no algoritmo que escolherá os anúncios. Para isso recorrerá a cookies que guardam as últimas pesquisas dos usuários. Então, por exemplo, se um usuário buscou por “dvd player” e depois, em outra busca por “Sony”, os anúncios que contiverem algo de DVD serão privilegiados.

Em paralelo a estas técnicas de data mining, há empresas se especializando em análise semântica das buscas. É o caso da Peer39, que tem em seus quadros executivos egressos da Applied Semantics, adquirida pelo Google em 2003 e que levou consigo o AdSense para o Google, importantíssimo para seu faturamento. Está aí uma candidata forte a engrossar a lista de companhias compradas…

Mas, apesar da contextualização maior da busca trazer benefícios claros aos usuários, há formas de se chegar a isso que desrespeitam a privacidade dos usuários. É o caso da iniciativa de DPI, do inglês deep packet inspection, ou algo como inspeção detalhada de pacotes. A tecnologia de DPI permite que os hábitos de navegação dos usuários sejam analisados em tempo real, sem que seja preciso se instalar nenhum software, nem utilizar cookies. Da mesma forma que aqueles adwares tinhosos, com o DPI é possível se abrir popups intrometidos na sua navegação, mostrando anúncios relevantes a seus interesses. Isso por si só não configura o problema maior. E é isso que advoga a Phorm , empresa britânica que comercializa soluções de DPI.

O problema é usarem essa tecnologia com outros fins. Com DPI, governos poderão rastrear toda a navegação dos usuários, identificando possíveis terroristas (o que é bom), mas para isso obtendo acesso a dados pessoais e privados de milhões de usuários (o que é péssimo). Outro uso para governos é a busca de oposicionistas ao seu regime e censura pura e simples de seus internautas, o que é um enorme risco em países totalitários. A indústria de cinema e música pode identificar quem baixa arquivos ilegais. Aliás, alguns provedores já usam essa técnica para limitarem o uso da banda dos seus clientes, aumentando seus lucros.

Independente da forma, o que fica claro é que é ponto pacífico que o futuro das ferramentas de busca será a interpretação dos hábitos do internauta. Pode ser levando em consideração o histórico de busca (como Google, Yahoo e Microsoft fazem), ou como faz o Peer39 e sua análise semântica, ou como oferece o Phorm e seu DPI. Não importa como farão para antever aonde este usuário quer chegar, o que ele de fato está realmente buscando; o objetivo final sempre será oferecer resultados realmente pertinentes e – o que dá dinheiro – anúncios igualmente contextualizados.


OBS: Mesmo com o Google dominante, ainda assim, há mercados onde há players locais melhor posicionados, caso da Russia com o Yandex e China com o Baidu – aliás, duas informações relevantes sobre ele: é o 13º site mais acessado do mundo segundo a Alexa e não foi à toa que o Google já comprou (pequena) participação do Baidu.

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Viagem: fuja do Data Roaming!

Acabei de receber a conta da Claro que compreende o período em que estava na Europa. Por comodidade e por ter ficado poucos dias em três cidades, dessa vez não comprei um sim card para habilitar no meu celular. Que arrependimento!

Foi a primeira vez que viajei com o iPhone e não imaginei que fosse consumir tanto em dados. A Claro nos assalta no preço do kb em roaming. Enquanto o SMS tem preço decente e o mesmo vale para a minutagem de voz, nos dados somos cobrados em $0,07 por Kb. Resultado, minha conta veio em R$2mil, sendo R$1.500 só de dados no exterior. Olha que usei bastante o wi-fi…

Então, para que você não sofra o mesmo que eu, segue a dica:

  1. Desabilite o Data Roaming para não usar fora da rede de origem: Settings > General > Network > Data Roaming.
  2. Procure hot spots e abuse dos mesmos.
  3. Compre cartões de wi-fi que cubram a cidade. Na Europa há várias opções.

Para sempre ter wi-fi gratuitas, sobretudo na Europa, recomendo se juntar à comunidade FON. Funciona assim: você compra um roteador deles se tornando um Fonnero, e oferece wi-fi de graça para todos. Em contrapartida, usa a wi-fi dos outros Fonneros, ao redor do mundo. Idéia muito bacana e espero que pegue aqui no Brasil.

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Celulares: O que o futuro nos reserva?

Cada dia que passa a convergência tecnológica é mais e mais observada nos celulares. De dois anos para cá, começaram a aparecer aparelhos que de fato acrescentam multimídia e ferramentas de trabalho às funções usuais dos celulares (voz e mensagens). Veja o célebre iPhone, os modelos série N da Nokia, fortes em multimídia; no campo de aplicações de negócios temos os Blackberries da RIM e os série E da Nokia como expoentes. Correndo por fora, como sempre os coreanos, que seguem com muita competência a concorrência (em termos tecnológicos, pois em vendas estão entre os primeiros).

O mercado de celulares cresce anualmente. Aumentou quase 14% no primeiro trimestre de 2008, sobretudo pelo incremento de demanda dos países emergentes. De fato, no Brasil já há quase quatro vezes mais celulares do que linhas fixas. Hoje a Nokia domina o mercado de celulares (veja gráficos I e II). Samsung já ocupa o segundo lugar, ultrapassando a Motorola (que continua sua decadência) [leia aqui em inglês sobre boato no qual a empresa americana apostará todas as suas fichas num novo modelo]. Os coreanos também estão em 4º. Lugar com a LG. Em quinto está a Sony-Ericsson, que, à exemplo da Motorola, já dominou o mercado.

A Nokia permanece forte nos smartphones, ainda que sua receita seja concentrada nos telefones mais baratos. A RIM ainda não enfrenta concorrência do iPhone nos EUA e ainda cresceu forte no primeiro trimestre de 2008 (gráfico III). Entretanto, o futuro é sombrio para a fabricante do Blackberry (BB), uma vez que a Apple entrará no mercado corporativo ao lançar a versão 2.0 do software para o iPhone, com suporte a push email e sincronização de agenda e contatos – o grande diferencial do sistema do BB até hoje. A RIM tem que se mexer, pois está sanduichada por duas empresas que já entenderam que o consumidor quer convergência e, portanto, deseja aparelhos que o satisfaçam não só no trabalho como no lazer. O consumidor quer levar apenas um aparelho, onde além de se comunicar por voz e texto (SMS, email, chat), fotografa, filma, ouve música,se localiza (GPS) e acessa a internet. É a máxima do Senhor dos Anéis “One ring to rule them all” – One gadget to rule them all.

O cenário que se traça é de extrema competição. Nokia recentemente comprou o restante da Symbian e prepara sua versão “código-aberto” via Symbian Foundation. O Google organiza sua plataforma aberta, Android. A Apple lançou seu seu iPhone OS 2.0 e o SDK (software development kit) dando diretrizes para que sejam desenvolvidos software – não os hackeados que você instala no seu iPhone jailbroken! – e que serão comercializados na sua loja estilo iTunes. A Microsoft permanece atualizando seu Windows Mobile e mantêm parcerias com grandes fabricantes como Samsung, LG e HTC. A RIM trabalha forte licenciando seu software para servidores, incrementando a base de compatibilidade com o Blackberry.

Qual das estratégias será a vencedora: A Nokia manterá a hegemonia, a Apple seguirá na sua curva ascendente e o Google terá sucesso com o Android? Ainda é cedo para previsões, mas como sou abusado, vou fazer umas sobre o mercado dos smartphones. Preferi pensar no embate entre os sistemas operacionais. Symbian (Nokia) x iPhone OS (Apple) x Android (Google) x Windows Mobile (Microsoft) x Blackberry OS (RIM). Em cinco anos, o mercado estará da seguinte maneira (em ordem):

  1. Symbian, ainda que com bem menos market share que hoje – basicamente só a Nokia venderá celulares com Symbian.
  2. Android – se beneficiando da enormidade de aplicativos e celulares compatíveis.
  3. Windows Mobile – pegando carona na integração com a (ainda) grande base de PCs com Windows.
  4. iPhones – mestres em usabilidade, os celulares da Apple sofrerão com política de restrições ao desenvolvimento de novos aplicativos. Só so Mac fanáticos terão, ainda que sua base este em franca expansão em notebooks e desktops.
  5. Blackberry OS – focaram no público corporativo e perderam mercado por não entenderem que seu cliente também demanda aplicativos “de lazer”.

O final de 2008 nos dará subsídios para atualizar as previsões, pois já teremos em campo todos os players. A Apple terá lançado seu novo iPhone 3G, o SDK e a nova versão do seu OS; e os Android estarão no mercado, depois do atraso no lançamento. Volto a falar do assunto em breve.

Fonte dos gráficos: Gartner Group [celulares e smartphones]

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Google e o Dilema dos Prisioneiros

Há um embate acontecendo no momento entre Facebook e Google. Tudo gira em torno de o FB proibir que a ferramenta Friend Connect do Google capture os dados dos cadastrados no site do FB. Obviamente trata-se de uma discussão de negócios, apesar de travestida de algo com privacidade ou direitos pessoais.

O Google, se tornou um monstro, um site que chupa todo o conteúdo dos demais e os concentra em suas propriedades. Sites pequenos/ recém inaugurados, têm que estar no Google, pois garantem divulgação, vide o mercado de SEM, que cresce sem parar e foca basicamente no Google. A questão fica mais nebulosa quando falamos de sites que concentram dados de terceiros – sites de busca específica ou de relacionamento, por exemplo. Monstrinhos como Facebook (USD 15 bi de valor de mercado), Mercado Livre (USD 1.8 bi) e Telelistas, só para citar três exemplos. Esses sites precisam estar no Google?

Como já mencionado, o Google leva tráfego para os sites. Mas se esse tráfego não for de novos usuários, a brincadeira começa a não fazer tanto sentido, pois, em vez de educar os usuários a entrarem diretamente em seu site, estes ficam “viciados” em usar o Google.

Meus nobres quatro leitores, estamos diante do célebre Dilema dos Prisioneiros, popularizado pelo filme Uma Mente Brilhante. Os sites estão no Google porque todos seus concorrentes também estão. O melhor seria não estarem lá, mas não há forma de coordenarem uma ação nesse sentido porque o incentivo que cada site tem de estar lá, nos primeiros lugares, é enorme.

Os sites estão presos ao Google porque se não disponibilizarem seu conteúdo lá, estarão em desvantagem competitiva em relação a seus concorrentes. Da mesma forma, quem consegue proeminência nos resultados do Google tem vantagem competitiva em relação aos concorrentes.

A solução para os sites é realizar que não há escapatória. A mehor estratégia a seguir é:

  1. Otimização de código > para aparecer nas primeiras posições
  2. Compra de algumas palavras > para garantir a exposição
  3. Fidelização de novos usuários > para que cada vez mais usuários entrem sem passar pelo Google (e não fiquem à mercê da concorrência)

O mais grave nessa situação é que a internet como um todo está cada vez mais na mão do Google. Sua concorrência tende a minguar, vide Yahoo que agora dependerá do Google.

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O Mestre Empreendedor Eike Batista

Mais uma vez, assistimos um dos capítulos mais espetaculares do capitalismo brasileiro. É a cultura da GP elevada à décima potência, não tem para ninguém hoje em dia. O grande empreendedor do Brasil é o Eike Batista, que conseguiu finalmente implementar o modelo de financiamento de empresas e projetos já presente na Europa e nos EUA há séculos. Com coragem e estratégia impecável, Eike coleciona empreendimentos, agregando executivos competentes e repartindo as benesses com investidores.

O IPO da OGX foi o maior já feito no Brasil e, numa tacada só, Eike encorporou a bagatela de R$24 bi à sua fortuna, entrando para os top 10 mais ricos do mundo. Pelos meus cálculos (não oficiais), Eike tem cerca de 30 bilhões de dólares. Nada mal.

Fica a pergunta: quais serão seus próximos passos? Já declarou que vai investir em construção naval, para atender a demanda interna de seu grupo. E na Internet, o que o grupo anda investindo? Acabaram de garantir um aumento de capital na Ideiasnet. Admito que para algém de fora do ramo, investir numa empresa com um portfolio com a IN é uma saída, mas será que falta gente para assessora-lo melhor? Eike merece uma holding só dele: Xnet, interXnet,… (ele usa X em todos seus negócios). Garanto que seus ganhos seriam muito superiores.

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Ad-ons fundamentais pro Firefox

O pessoal da Mozilla quer colocar o download day do novo FF 3 no Guiness. Pros early adopters, é um prato cheio, mas eu prefiro esperar um pouco mais de estabilidade. Não que não esteja ansioso, mas é pq não vivo sem meus complementos – falo dos Ad-ons do Firefox, hein, não me entenda mal…

Aqui a lista das top 5 que considero fundamentais (ordem alfabética e não de utilidade):

  1. Download Statusbar > como o nome diz, coloca na bara de status os downloads do momento. Smples e fácil de gerencia-los.
  2. Foxmarks > sincroniza suas bookmarks em vários PCs, mantém tudo online e de quebra faz backup. Fundamental pra quem já trocou de PC algumas vezes e perdeu tudo.
  3. Gmail Space > pra fazer backup usando sua conta do Gmail. Pode subir arquivos de qualquer tamanho que ele faz o divide por 10 Mb (tamanho máximo do email do Gmail).
  4. IE view > Para aqueles sites mal-feitos, que teimam em não ser universais e não abrem no FF.
  5. Tab Mix Plus > Torna as abas mais espertas, e, principalmente, permite reabri-las caso tenha as fechado.

Se quiser baixa-las, acesse o site da Mozilla.

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iPhone 3G

Aos poucos estou me tornando fã da Apple (comprei ações deles e tudo). Não sou seguidor do Jobs, mas reconheço que há enorme mérito dele em focar a empresa na usabilidade e design. Eles não criaram nada em si, mas recriaram os gadges de modo a torná-los gostosos de ver e usar.

Com o Jesus-phone não poderia ser diferente. Sempre fui do partido dos Nokia. Tive vários e meu último foi o excelente E61i que tem wi-fi, teclado qwerty, câmera de 2MP etc. O iPhone tem basicamente o mesmo, mas é bom de usar. Seu browser é muito superior ao da Nokia, sua simbiose com o iPod dá um banho em qualquer celular com MP3. Mas o principal é que é bom de usar (sendo repetitivo de propósito), é intuitivo. Sua interface é o que há.

E o iPhone 3G do título do artigo? Me decepcionei um pouco porque o iPhone 3G não trouxe todos os melhoramentos que esperávamos: basicamente câmera melhor com flash, câmera na frente para video conferência, uso total do protocolo bluetooth  Além disso, piorou a qualidade do materia usado, tirando o alumínio do fundo e usando agora plástico. E, como fez com o iPod, tirou da caixa a base (será que a próxima versão vem sem o transformador de tomada com meu iPod de 80Gb?). Como novidades, há a rede 3G (óbvio), um GPS interno e a promessa de duração maior ds bateria.

Mas é mérito do Jobs lançar um aparelho tão parecido com o anterior, colocando um preço à vista barato o que atenderá uma demanda enorme. Quem não sabe fazer conta vai achar que está de graça, esquecendo que terá que assinar com a AT&T um plano de US$40 por 2 anos… A Apple vai amortizar o custo de desenvolvimento do iPhone, vendendo mais umas 10 milhões de unidades do 3G (já vendeu 6 milhões desse).

Ano que vem, minha previsão é que teremos uma versão realmente superior à primeira. Com mais novidades. E também acho que o futuro é criarem uma gama de iPhones. Esse seria o Classic, haveria o Nano (menorzinho e mais barato) e um maior (com teclado físico e voltado ao mundo corporativo).

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Bem vindo meu blog oficial

Resolvi colocar esse blog no ar para oficializar minha presença na web.

Sou um empreendedor serial, investidor e consultor. Meu foco é em empresas em gestação ou em fase inicial de funcionamento. Atualmente estou trabalhando num projeto ainda não divulgável na web.

Se você possui alguma idéia ou está procurando um sócio/investidor, entre em contato.

Um abraço,

GGR

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