Mercados

Economistas na Internet

Illustration by S. Kambayashi for The Economist
Ilustração de S. Kambayashi para a The Economist

Google e Yahoo! estão cheios de economistas

Você sabia que o renomado economista norte-americano Hal Varian é o Economista-Chefe do Google? Para começo de conversa, provavelmente você, como eu, nem sabia que existia esse cargo. Pois é, atrás do poder do Google existe muita teoria econômica. Se quiser saber mais, leia esse post e se aprofunde sobre o Googlenomics.

Qual a formação do presidente do Yahoo! América Latina? Economista. Guilherme Ribenboim além de gente se graduou na PUC como eu e quando fazia mestrado foi meu monitor e depois professor. Bons tempos…

Primeiro contato com a internet

Quando entrei na faculdade em 1995, jamais imaginava que faria carreira na internet. Aliás, a internet comercial na época estava engatinhando. Me lembro que no primeiro período, para dar subsídios a uma pesquisa para um trabalho de grupo, utilizei minha conta na Compuserve, acessando via RENPAC a 14.400 kbps. Resultado, mais de 100 dólares de conta que algumas pessoas do meu grupo se recusaram a pagar. Minha primeira experiência mais intensa na internet me deu um prejuízo alto para a época, mas me mostrou que a rede não era só para brincadeira e que havia todo um conteúdo que poderia nos servir e ajudar. A propósito, tirei 10 no trabalho.

Ainda assim, mesmo sabendo que fatalmente utilizaria a internet como fonte de pesquisa, só imaginei que ganharia dinheiro com a rede depois de me formar. Em 1999, no auge da bolha, meu sangue empreendedor entrou em ebulição. Juntamente com conhecidos, começamos a conversar sobre idéias e possíveis projetos. Desse longo e duradouro brainstorm, fomos descartando os projetos que necessitavam de muito investimento e acabamos focando em pure players. Você deve estar se perguntando o porquê do título desse artigo e agora começará a entender.

Um pouco sobre a teoria econômica

Como economista, me fascina o poder de abstração dos modelos teóricos. Para realizar os estudos, frequentemente isolamos as causas a fim de focarmos nos objetos dos estudos. A teoria funciona perfeitamente se “tudo mais for constante”. A analogia perfeita é um mapa. O mapa nada mais é do que uma simplificação da realidade. Diminuímos seu tamanho, retiramos elementos desnecessários, focamos nas ruas e o fazemos em 2-D. Imaginem um mapa realístico. Seria uma verdadeira cópia da realidade e impossível de ser consultado, concordam?

O problema é que algumas das premissas que utilizamos na economia são um pouco forçadas. A principal é que os agentes são racionais. Como bem identificou Paul Krugman os agentes não são 100% racionais, o que explica o surgimento de bolhas especulativas, euforias e efeitos-manada. Outra premissa forte é que os mercados são realmente competitivos. Essa premissa é mais debatida e já possui uma enormidade de teorias relacionadas.

Varejo offline versus e-commerce

No varejo tradicional (brick and mortar), sabemos que há concentração de mercado e que há alguns outros fatores que não apenas os preços que fazem o consumidor escolher essa ou aquela loja para realizar suas compras. O marketing tem forte atuação e o Ponto tem enorme peso – por comodidade, às vezes escolhemos comprar numa determinada loja, mesmo sabendo que pode não ser a opção mais vantajosa.

Mas no varejo online (e-commerce), apesar de todas as lojas estarem a um clique de distância, ainda assim não necessariamente os consumidores escolhem a loja que comercializa com o menor preço o produto que estão buscando. Novamente o marketing se faz presente e influencia o consumidor.

Bondfaro, a origem

Do brainstorm, chegamos ao Bondfaro – um site de pesquisa de preços. A grande motivação do produto foi justamente eliminar as imperfeições do mercado e extrair dinheiro nisso. Somente na internet é possível criar um banco de dados completo, que lista milhares milhões de produtos de lojas online, permitindo que consumidores façam pesquisas de preço instantâneas e assim tenham nas mãos as informações para realizarem uma compra consciente. No longo prazo, tudo mais constante, o aumento do uso de sites de pesquisa de preços força uma queda nos preços dos produtos, na medida em que estimula a concorrência das lojas ao cortar grande parte do apelo de marketing. Numa simples ordenação de preços, uma loja papai-mamãe pode ter mais destaque que um grande magazine.

O negócio deu tanto certo que, apesar do estouro da bolha, cresceu e se tornou um dos maiores destinos do e-commerce brasileiro após a compra de um dos maiores concorrentes em 2005. Em 2006, promovemos a fusão com o Buscapé e com isso consolidamos a posição do último como o maior intermediário de comércio eletrônico da América latina.

Help Saúde, na mesma linha do Bondfaro mas um pouco diferente

O Help Saúde tem como objetivo atuar em outro mercado totalmente diferente e tem como objetivo primordial intermediar a relação entre profissionais de saúde e pacientes. Analogamente ao Bondfaro, no Help Saúde os usuários não pagam para acessar o site e as receitas são provenientes dos profissionais de saúde.

Os sites de pesquisa de preços atuam como mais uma forma de divulgação para as lojas. Têm como competidor qualquer outro canal de propaganda como o Google (AdWords), e veículos de mídias mais tradicionais (TV, jornais, etc). Na prática, ao planejar uma campanha, as lojas distribuem a verba entre todas as possibilidades. X% em internet, Y em TV e por aí vai. Na verba de internet, um pedaço vai para os sites de pesquisa de preços.

O Help Saúde precisa entrar num passo anterior no mercado de saúde. Precisa primeiro oferecer uma presença na rede para os profissionais de saúde. Pesquisas indicam que a maioria dos pacientes já utiliza a internet como fonte para aprendizado sobre doenças, sintomas. Em outras palavras, o paciente já está na internet e chegou antes dos profissionais de saúde.

Concomitantemente ao colocar profissionais de saúde na web, o Help Saúde se torna um portal que concentra tráfego de pacientes interessados em saúde. O site é, em outras palavras, um grande market place onde prestadores de saúde e pacientes se encontram. Os prestadores apresentam quais serviços oferecem e os pacientes buscam os serviços que mais se aproximam as suas necessidades.

A grande vantagem de ser um market place é que a gestão da presença online torna-se acessível aos profissionais de saúde. Sem precisar gastar muito (tanto tempo como dinheiro), o prestador passa a ter um site com tráfego garantido. É como se terceirizasse suas campanhas de marketing, já que o Help Saúde já conta com uma estratégia ativa de marketing para seus clientes.

Lutando contra outra imperfeição do mercado

Vamos pegar o exemplo de um médico recém formado. Depois de um vestibular (ENEM) difícil, e uma faculdade também puxada, o profissional cai num mercado de trabalho altamente disputado. Para iniciar sua carreira e se divulgar, o recém-formado, via de regra, precisa se associar a um plano de saúde. Desta forma é assegurado um fluxo de pacientes em seu consultório, no entanto isso implica em receber um valor baixo por consulta realizada (cerca de R$30).

E qual a razão para tantos médicos se associarem diariamente aos planos de saúde mesmo recebendo tão pouco por consulta se compararmos com a consulta normal? Porque não há alternativa no mercado para prestadores se divulgarem. Em outras palavras, o mercado está totalmente desbalanceado a favor dos planos de saúde. O Help Saúde vem a, justamente, dar outra opção aos profissionais de saúde, sobretudo aos recém formados, para que alcancem os pacientes sem precisarem abrir mão do seu valor de consulta.

Mas não pense, leitor, que os planos de saúde são nossos inimigos. Seria uma estratégia muito míope tentar brigar com essas empresas estabelecidas. Na verdade, o que o Help Saúde faz é atingir os profissionais que não foram seduzidos pelas propostas dos planos de saúde e que, portanto, não se tornaram associados. Além disso, mesmo já sendo credenciado a algum plano, o profissional se interessa a aumentar seu fluxo de pacientes. Do lado do plano de saúde, o Help Saúde é mais uma forma de divulgar seus associados, aumentando a satisfação de seus clientes. Afinal, utilizar o Help Saúde é muito mais fácil que procurar naquele livrinho que você nunca encontra ou mesmo usar os sites dos planos de saúde, né?

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Dicas, Gadgets

Como configurar o iPhone na Claro (Tethering + VVM + MMS) [UPDATE]

Atenção, não me responsabilizo por problemas no seu iPhone. Apenas quis compartilhar uma solução via browser que funcionou no meu aparelho. Agora tenho Tethering + Visual Voicemail (secretária visual) + MMS no meu iPhone 3G 3.0 na Claro.

Seguem os passos:

1) Abra o Safari no iPhone

2) Entre na URL http://help.benm.at/help.php

3) Escolha a Opção Mobileconfigs create

4) Digite:

Mobile Internet

  • APN: claro.com.br
  • Username: claro
  • Password: claro

Visual Voicemail

  • APN: vvm.claro.com.br
  • Username: claro
  • Password: claro

5) Clique em GENERATE!

6) Seu iPhone vai solicitar a instalação de um Profile (Perfil). Aceite e instale.

7) Voilá. Vc terá os três serviços funcionando, sem precisar editar ipcc nem possuir um Mac!

Créditos:

Para escrever esse tutorial combinei duas formas explicadas em duas fontes distintas, o Update or Die e o iClarified.

 

[UPDATE]

A Claroa é a única operadora que dá suporte a tethering, MMS e visual voicemail. Basta ligar para a operadora e solicitar a Secretária Visual. Se a operadora não souber do que se trata, peça para falar com especialistas em iPhone. Em no máximo 48 horas a VVM estará habilitada.

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TV tela plana: Cálculo da distância ideal

Abaixo uma tabela que encontrei sobre a distância ideal para TV de acordo com a resolução. Atentem para o que assistem com mais frequência. Se for TV a cabo, normalmente a resolução é tosca, pior que 720. Nesse caso, se estiverem muito perto, poderão observar os defeitos da imagem.

Distância ideal entre sua TV e sua cabeça (em metros)

Fonte: HD Guru (adaptado e convertido por Gustavo Guida Reis)
Fonte: HD Guru (adaptado e convertido por Gustavo Guida Reis)

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Política Economica Brasileira

Vou mudar um pouco o rumo da prosa. Aqui trato normalmente de assuntos relacionados à internet, gadgets e afins, mas hoje vou resgatar um pouco do meu conhecimento adquirido na faculdade. Busco nesse artigo, retratar minha visão da política econômica atual de uma maneira inteligível para não economistas.

Vou tratar especificamente da questão dos juros básicos (SELIC). Na última reunião do COPOM, o governo decidiu pela manutenção da SELIC em 13,75% ao ano. Hoje, divulgou a ata da reunião, dando a entender que na próxima deliberação irá baixar os juros, pois a demanda está arrefecendo e a pressão inflacionária não é tão ameaçadora.

O Brasil tem a maior taxa de juros reais (descontada a inflação). A principal razão para isso é que o governo, gastando muito mais que arrecada, deixa todo o trabalho de manter a inflação sob controle para o Banco Central. Como a única arma do BACEN é a política monetária, normalmente são os juros que são alterados com o objetivo de incentivo a economia (redução da taxa) ou retração econômica (aumento da taxa).

Vivemos num ambiente curioso, onde o governo pratica ações heterodoxas, leia-se incentivo discricionário a determinados setores (ex: redução de IPI de veículos) e por outro lado, perde graus de liberdade de tomar decisões que impactariam a economia toda, sem distinção. É a velha história dos guichês… O governo se submete a lobbies e grupos de pressão na medida em que age de forma pontual.

Com efeito, perdemos a chance de baixar as taxas de juros num momento em que o mundo inteiro as baixa. A leitura da economia destes países é que a inflação pode até permanecer elevada num curto prazo, mas que cairá com a crise (que se não chegou, virá em breve). Logo, a redução dos juros terá um impacto positivo no crescimento econômico, o que abreviará a própria crise.

Em vez de aproveitar a oportunidade conjuntural, o governo manteve a visão tacanha (pelo menos foi coerente com o pensamento do PT) em praticar incentivos pontuais a segmentos, que ganham às custas da população que financia direta e indiretamente seus benefícios. Lamentável.

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O Primeiro Android do Google

A briga vai esquentar! A Apple não vai ficar sozinha com seu marketplace de música e aplicativos. A HTC lança em outubro o G1, primeiro celular com o sistema operacional Android, do Google, que contará com um estupendo mercado para se baixar/ comprar mp3 e software.

A grande sacada do Google foi perceber que os consumidores querem facilidade para instalar seus aplicativos, coisa que têm há décadas no PC. Foi algo que turbinou o iPod e o iPhone, algo que a Apple já pescou faz tempo mas que a Nokia teima em não implementar. O marketplace para o Android se chamará Android Market e terá uma grande vantagem em relação ao iTunes da Apple: seguirá o conceito de web 2.0. Em vez de aprovar cada aplicativo desenvolvido, o Google deixará que os consumidores dêem notas e tags para tudo. Bem diferente da ditadura da Apple, que volta e meia bane aplicativos do iTunes, o Google lavará as mãos e colocará o poder com os usuários. Em relação às músicas, a Amazon será parceira, colocando seu sistema de download de mp3 (sem DRM) pré-instalado nos celulares com Android.

A linha da Apple é baseada no controle ferrenho sobre seu eco-sistema. O Mac e o iPhone são produzidos somente por ela. Para se desenvolver aplicativos para o iPhone é preciso seguir um código de conduta bastante restrito: não pode haver nenhum aplicativo que compita com o iTunes (para se comprar/ baixar músicas, vídeos e aplicativos); nenhum sofware pode rodar em background; não se pode usar o GPS para navegação em tempo real. Enquanto a primeira restrição é claramente de ordem econômica, para proteger o mercado da Apple, a segunda tem a uma explicação mais interessante: deixar o sistema operacional com memória livre suficiente para rodar os aplicativos bem – algo que notoriamente a Microsoft ignorou no seu Windows Mobile e que é queixa constante de seus usuários. A razão para o GPS nao poder ser usado em todo seu potencial ainda é um mistério, sobretudo agora que o novo Google Maps já o faz.

O controle da Apple se insere num contexto maior de evangilização da marca. Fazem décadas que a marca é associada a algo cool. Recentemente com o iPod, essa onda veio com força total e como resultado, mais e mais pessoas aderem ao Apple (basta olhar ao redor e ver a quantidade de conhecidos que adquiriram um Mac nos últimos tempos). Cada consumidor Apple (uns mais e outros menos) acaba se tornando um fã da marca. Não sei porque, mas todos tentam convercer os demais que o Mac é ótimo, muito melhor que o PC, etc. Como bem definiu o Blog de Guerrilha, cada vez que os Fanboys da Apple se auto-intitulam cools, mais eles ficam antipáticos para a grande maioria. Por isso o mote da campanha da Microsoft: I’m a PC. É para mostrar que o PC é para gente normal e o Mac para gente esnobe.

O Google não quer controlar nada, quer ganhar na massa. Quer usar a massa a seu favor e criar uma base de usuários que consome produtos Google por necessidade e não por fanatismo ou ideologia. O Android será mais uma frente da batalha, na qual o Google tende a mexer num mercado que acabou de ser sacudido pela Apple. Com milhares de aplicativos a serem desenvolvidos, sem censura alguma, e instaláveis com facilidade, o Google aposta que tomará mercado dos concorrentes.

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iPhone 3G no Brasil

Image representing iPhone 3G as depicted in CrunchBase

Image via CrunchBase

Enquanto observamos a Apple vendendo iPhone que nem pão quente nos EUA, aguardamos ansiosamente pela sua chegada oficial aqui no Brasil. Tudo bem que, como eu, várias pessoas já compraram seu 2G faz tempo. Alguns compraram o 3G e estão esperando o unlock via software.

Qual a razão para o sucesso do iPhone 3G? Bom, primeiro é importante definir outra vez o que é o iPhone: um Mac de bolso que além de tudo faz ligações, tem GPS e tira fotos (isso não muito bem, diga-se de passagem). Sendo um computador de bolso, tem a vantagem da liberdade de se instalar programas para as mais diversas funções. Então, o iPhone vende muito porque é um bom aparelho? Só por isso? Não! Ele vende muito porque é isso tudo e porque é barato! Não podemos desprezar a oferta e demanda (sim, sou economista). De nada adiantaria ser bom se fosse caro. Essa conclusão a Apple também chegou, já que baixou para míseros 199 dólares a versão de 8Gb.

Aqui no Brasil, país pobre, terceiro mundo, subdesenvolvido, em desenvolvimento, os gênios da Claro, Vivo e companhia vão colocar o aparelho no mercado por R$1.500! Deve ter algum Nobel de economia assessorando eles. Não é possível que esse preço astronômico maximize o lucro das operadoras e da Apple.

Parece que não há competição de fato entre as operadoras de celular aqui no Brasil. Talvez precisemos esperar a portabilidade dos números entrar de fato no mercado para começar um rouba-rouba de clientes. Aí sim teríamos promoções e subsídios agressivos.

Nos EUA e na Alemanha, só para citar dois exemplos, as operadoras subsidiam os aparelhos, amarrando os clientes em contratos de dois anos. Durante esses dois elas recuperam o subsídio e lucram. É bom para o cliente que adquire um iPhone barato e é bom para a operadora que prende um cliente e lucra com isso nas tarfifas mensais. Na Alemanha tem iPhone por 1 euro!

Se o aparelho a ser vendido aqui for desbloqueado “de fábrica”, isto é, possa ser usado em qualquer operadora, significaria que as operadoras estariam fazendo a maior burrice de não prender os usuários com um belo subsídio. A menos que esse preço de R$1500 já seja subsidiado… Aí é muita ganâcia mesmo porque muita gente vai continuar comprando o aparelho dos EUA, já livre do subsídio, pelo mesmo preço, sem ter que ficar preso a nenhuma operadora.

Vamos aguardar para saber qual será o preço final. Espero que as operadoras e que a Apple não desperdice a oportunidade de lucrar milhões.

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A guerra dos Smartphones

Escrevi outro artigo falando das minhas previsões sobre o mercado de celulares. O artigo foi escrito em 26/06/2008 e de lá para cá, algumas coisas mudaram, segundo relatório do Gartner Group de 8/9 (abaixo uma tabela resumo).

Company

2Q08

Sales

2Q08 Market Share (%)

2Q07

Sales

2Q07 Market Share (%)

2Q08- 2Q07 Growth (%)

Symbian

18,405,057

57.1

18,273,255

65.6

0.7

Research In Motion

5,594,159

17.4

2,471,200

8.9

126.4

Microsoft Windows Mobile

3,873,622

12.0

3,212,222

11.5

20.6

Linux

2,359,245

7.3

2,816,490

10.1

-16.2

Mac OS X

892,503

2.8

270,000

1.0

230.6

Palm OS

743,910

2.3

461,918

1.7

61.0

Others

352,679

1.1

349,501

1.3

0.9

Total

32,221,175

100.0

27,854,586

100.0

15.7

O que podemos observar:

  • O mercado de Smartphones (SP) cresceu mais de 16% esse ano.
  • Os SP com Symbian ainda dominam o mercado, mas praticamente não cresceu esse ano.
  • Enorme ascenção da RIM, com seu Blackberry.
  • Microsoft passou para terceiro lugar, atrásda RIM
  • Apple cresceu 230% se comparado com o mesmo período do ano passado.

O que podemos concluir disso tudo:

  • A Nokia tem que se mexer, pois se permanecer estagnada, pode perder sua hegemonia.
  • A RIM foi inteligente e percebeu que é preciso colocar “firulas” em seus aparelhos, a fim de ganhar mercado da Nokia e segurar a Apple. Só com aplicativos e funcionalidades para o lazer é que ela pode fazer isso.
  • A MS está demorando para lançar o Windows Mobile 7 (essa conclusão foi feita pelo pessoal da Engadget). Sem upgrades vai perder mais mercado ainda.
  • Apple cresce bastante mas ainda é insignificante no mercado. Com a cotabilização das vendas do iPhone 3G vai ganhar bastante mercado, mas ainda demorará para figurar entre os líderes de fato.
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